sexta-feira, 1 de julho de 2016

AMAR FOI MINHA RUÍNA (John M. Stahl/1945)

Seja como melodrama marital sobre amor possessivo, seja como noir colorido protagonizado por uma psicopata ciumenta, Leave Her to Heaven surpreende quem o vê com sete décadas de distanciamento, apesar de a narrativa demorar para engrenar, perdendo tempo em simples tomadas de personagens se deslocando de um local para o outro. Pode-se tecer os elogios costumeiros à oscarizada fotografia de Leon Shamroy, exaltar a inocente beleza de Jeanne Crain ou a perfídia da performance de Gene Tierney, mas o que fica impresso na mente é a ousadia do elemento psicossexual, altamente sugestivo de incesto e outros complexos. De quebra, tem um dos assassinatos por omissão mais frios do cinema. [Info

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