segunda-feira, 25 de julho de 2016

13 HORAS: OS SOLDADOS SECRETOS DE BENGHAZI (Michael Bay/2016)

Sinopse: Inspirado na história verídica de um ataque ocorrido na cidade de Benghazi (Líbia) a um Complexo Diplomático dos EUA a 11 de setembro de 2012 - que vitimou o embaixador Christopher Stevens e três agentes norte americanos.

É politicamente incorreto para um brasileiro exprimir admiração pelo que a maioria dos guardiões culturais do país chamaria de "pornografia militarista-imperialista", mas a sinceridade deve prevalecer sobre o comportamento de manada. 

Pois, a despeito de flagrantes clichês tanto em dramaturgia (soldados se lamuriando por problemas familiares) quanto em imagens (tomadas de crianças esquálidas correndo alegres, torres à frente do pôr-do-sol etc.), 13 Horas prova ser um exemplar de cinema de ação eficaz e, em certos momentos, emocionante como nenhuma outra produção assinada por Bay.

Mesmo aquém da intensidade de Falcão Negro em Perigo, um parente próximo, 13 Horas passa em dois testes cruciais: o de prover personagens com cujo destino o espectador consegue se importar, vividos por um elenco carismático, e o de permitir que a coreografia da carnificina e a câmera sempre em movimento propiciem a imersão sensorial ao invés de desorientar. 

Um comentário:

  1. Interessante a sua apreciação pelo longa, que deixei passar. Gosto de poucas produções de Michael Bay. Meu filme predileto dele é A Rocha e até tenho uma certa predileção também por Armageddon, embora o considere um diretor pau pra toda obra sem traços de Cinema de autor. Não o vejo como um Ridley Scott, por exemplo, mas ele tem um jeito de mover a câmera nas cenas de ação que são sua marca registrada. Ele entende desta grandeza, do espetáculo dos efeitos especiais como Emmerich.

    Vou assistir ainda. Não sei quando.

    Abraço.

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