segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Rapidinhas

O Demônio de Neon (Nicolas Winding Refn/2016): mais controlado no quesito carnificina do que o anterior Apenas Deus Perdoa, este thriller onírico pinta com sangue jovem e deslumbrante o mundo (aqui literalmente) canibalizador da moda, onde a valorização da beleza superficial corresponde ao Santo Graal de garotas moralmente maleáveis que sonham com uma chance de estrelato. O pulso narrativo é mais sedado do que de costume em se tratando de Refn; alguns momentos surreais evocam desde 2001 até Além do Arco-Íris Vermelho. A iluminação hipnótica de Natasha Braier emula o ambiente de uma sofisticada casa de shows noturna. 

Independence Day: O Ressurgimento (Roland Emmerich/2016): continuação tardia e, como era de esperar tendo em vista a assinatura de Emmerich, bastante boba. O interminável festival de piadinhas infames, traço característico do "autor" (que, coitado, deve se julgar em pleno domínio da comédia), marca presença de novo, decerto com a intenção populista de divertir o público a cada instante, ou pior, aliviar a tensão. Um erro de cálculo, pois nenhuma cena de ação ou suspense preserva o impacto do original. O excesso de personagens novos - nenhum interessante - prejudica o foco da história, o que é estranho, pois ID4 também tinha um elenco numeroso. Uma oportunidade desperdiçada. 

4 comentários:

  1. Deixei passar The Neon Demon, mas pretendo assistir o quanto antes. Independence Day (e Esquadrão Suicida, diga-se) foi o pior filme do ano. Vergonha alheia total. Desta vez Emmerich conseguiu errar até mesmo nas cenas épicas de destruição em escala, sua especialidade. É interessante como o primeiro filme vinte anos atrás conseguiu criar um subgênero Filmes de Desastre trazendo algo de novo com tecnologia e efeitos visuais e o mais curioso ainda é como os produzidos na década de 1970 não envelhecem. As piadas a granel me incomodam demais e o personagem do cientista (que nem sabia que era gay...) que acorda do coma (pensava que estivesse morto) termina de destruir o filme. Roteiro caótico (muita gente assinando), direção previsível e participações ridículas (principalmente da Vivica A. Fox que era a personagem mais interessante do primeiro. Deus me livre! rs

    Abraço.

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    1. De acordo.

      A última cena do filme é constrangedora.

      Cumps.

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  2. O estilo de Refn não me agrada. Assisti quatro filme e o único que gostei foi "Drive". Não arriscarei ver este novo filme.

    O novo "Independence Day" é um dos piores trabalhos de Emmerich. Já passou da hora do diretor tentar mudar um pouco o rumo da carreira, arriscar projetos diferentes.

    Abraço

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    1. Gostaria de ver Emmerich fazendo aquele projeto abortado sobre inteligência artificial, mas ninguém mais fala nisso.

      Cumps.

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