quarta-feira, 7 de setembro de 2016

FLECHAS DE FOGO (Delmer Daves/1950)

Sinopse: Por volta de 1870, a guerra cruel entre os colonizadores e os apaches já dura dez anos. Ao salvar a vida de um menino índio, Tom Jeffords, ex-soldado, se dá conta de que eles, apesar da aparência selvagem, também são humanos. É aí que ele decide bancar o embaixador, na tentativa de promover a paz entre os dois lados.

Este é um faroeste cuja brutalidade faz sentido em nível dramatúrgico, não sendo empregada apenas para entreter o espectador ávido por tiroteios, flechadas e mortes. Trata do esforço hercúleo para se alcançar a paz entre duas civilizações em disputa pelo mesmo território, o que envolve o cabo de guerra da desconfiança mútua natural e, paradoxalmente, do voto de confiança necessário à manutenção de um acordo. O enredo propõe que indivíduos de consciência são capazes de propor a bandeira branca em meio a uma situação de cisma humano, tendo em vista o custo total do derramamento de sangue a longo prazo.

Lançado antes da era widescreen, a partir de quando o olhar dos realizadores começou a se perder no excesso de superfície da tela larga, o filme conjuga sua ponderada envergadura temática em sintonia com um escopo portentoso. Cenas de cavalgadas, multidões e batalhas situadas em locações ao ar livre, alternando vistas rochosas e verdejantes pontuam o tempo de projeção sem detrair do entendimento intimista que dá o tom às interações do cowboy de James Stewart com os Apaches interpretados por Jeff Chandler e Debra Paget.      

3 comentários:

  1. Mais um clássico que não assisti.

    Abraço

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  2. Meu favorito dele é o noir "Prisioneiro do Passado" e como roteirista é tão brilhante como diretor. Uma pena que sua carreira não foi agraciada com o Oscar e melhor reconhecimento. Albert Maltz tava na lista negra de Hollywood e por isso não foi indicado pela Academia. Somente anos depois seu nome foi aceito. Enfim, script e direção brilhantes nesta fase clássica do cinemão western.

    Ótimo resgate. Pouco de fala dele.

    Abraço

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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