segunda-feira, 22 de agosto de 2016

DEUS BRANCO (Kornél Mundruczó/2014)

Sinopse: Privilegiando os cães de raça, uma nova lei impõe uma taxa pesada sobre as raças cruzadas. Os donos passam a abandonar seus cães e os refúgios ficam rapidamente superlotados. Lili, 13 anos, luta para proteger o seu cão, Hagen, mas seu pai acaba abandonando o animal nas ruas. Hagen e a sua dona procuram desesperadamente um ao outro, até que Lili perde as esperanças. Lutando para sobreviver, Hagen percebe depressa que nem todo mundo é o melhor amigo do cão. Ele junta-se a um bando de cães errantes.

Desconcertante deparar-se com uma produção húngara que repete o que há de melhor e pior no cinema hollywoodiano. Dentre os elementos indesejáveis, a intrusão de uma trilha melodramática e o vício da câmera-na-mão trêmula. Por outro lado, o desenvolvimento adepto de uma premissa fantástica (cães se rebelando de maneira organizada contra humanos que os maltratam) e a proficiência na execução de sequências de ação/suspense surpreendem quem associa a Hungria somente a Miklós Jancsó. Os que não se importarem com os lugares-comuns e tiverem predisposição favorável à temática anticonformista poderão achar o programa catártico, tanto pela revolta animal quanto pela trama paralela de amadurecimento e rebeldia de uma adolescente.

Um comentário:

  1. A trama é no mínimo diferente, mesmo que você cite que a realização tenha exageros.

    Abraço

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