terça-feira, 2 de agosto de 2016

A MORTE NUM BEIJO (Robert Aldrich/1955)

Sinopse: Quando uma bela loira é brutalmente assassinada, um detetive reage de forma violenta. Durante as investigações, descobre uma misteriosa caixa preta que contém a solução do caso.

Noir dos mais sórdidos e violentos, deve ter sido chocante para as plateias de outrora, ainda sensíveis a estímulos paranoicos alusivos à Guerra Fria, não somente devido ao conteúdo amoral, mas também à ousada mistura de elementos pertencentes a gêneros distintos, provando a viabilidade de casar água e óleo quando há inspiração. Mesmo hoje ele transparece originalidade porque, graças a algum motivo insondável (aversão a surpresas, talvez?), argumentistas raramente se permitem fundir o mundano e o fantástico em obras situadas num contexto adulto realista. O clima pulp de programa de segunda categoria só agrega autenticidade a um enredo que jamais convenceria se levado às telas sob o fardo do "prestígio" e orçamento inflado. Apesar de ser cria da era atômica, A Morte Num Beijo não envelheceu mal, exceto o caricatural alívio cômico do mecânico grego.

Sua influência sobrevive em pormenores de filmes como Os Caçadores da Arca Perdida e Pulp Fiction. [1/4/16] 

4 comentários:

  1. Sou fã dos trabalhos de Aldrich. Apesar de ser o mais conhecido, "Os Doze Condenados" é o meu preferido.

    Abraço

    ResponderExcluir
  2. Aldrich, pelo que sei dele, tem uma filmografia voltada para este estilo pulp. Vide "O Que Terá Acontecido a Baby Jane?", o meu predileto - tenho o blu-ray e o filme é atemporal. E, ainda com duas das maiores estrelas do cinema Bette Davis e Joan Crawford, o que me faz pensar no que disse sobre "A Morte Num Beijo", que aliás preciso conferir.

    Abs.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu diria que este filme é mais radical do que 'Baby Jane', apesar de ter sido feito quase uma década antes. Aldrich era um cara que obviamente não pedia "licencinha" com seu cinema.

      Cumps.

      Excluir