sábado, 11 de junho de 2016

TANGERINAS (Zaza Urushadze/2013)

Um dos raros filmes que realmente fazem jus à alcunha de "antibélico", o estoniano Tangerinas necessita de menos de 1h30 e apenas quatro personagens principais para infundir no espectador uma singela, porém poderosa, declaração de tolerância e compreensão. As motivações (no caso territoriais e religiosas) de um conflito entre povos insuflam o ódio por serem abstratas, propiciando a despersonalização de inimigos visualizados de maneira coletiva, distanciada, como se fossem espantalhos. Ocorre que ambos os lados têm algo elementar em comum, a despeito das diferenças: sua humanidade. Conviver e se conhecer melhor é um caminho capaz de levar à dispersão de conceitos equivocados formulados a respeito do outro. No papel, soa ingênuo, quiçá piegas, mas o tratamento dado por Urushadze à temática prima pela sobriedade minimalista. [Info

Um comentário:

  1. Tinha visto o cartaz pela internet, mas não sabia da temática.

    Fiquei curioso.

    Abraço

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