quinta-feira, 9 de junho de 2016

IMPÉRIO DO CRIME (Joseph H. Lewis/1955)

Noir lançado já no crepúsculo do período clássico do gênero, citado com menos frequência do que O Grande Golpe ou Pacto de Sangue, porém cultuado por quem nele enxerga ousadias como sugestões de homossexualidade e sexo oral. Os ingredientes usuais marcam presença: o preto-e-branco bem contrastado, a fotografia estilizada balanceando luz e escuridão, a atmosfera sórdida do submundo criminoso, o tira durão etc., faltando apenas um arranjo mais labiríntico da trama e a presença da femme fatale; no lugar, há três mulheres que comem o pão que o diabo amassou. A escolha de Richard Conte, ator de feição afável e porte nada ameaçador, no papel de um vilão amoral e traidor que se julga intocável por causa da posição social privilegiada, foi um sério erro de cálculo. Cornel Wilde, do outro lado da lei, o "mocinho" íntegro que poderia ter ficado insosso caso mal escalado, projeta maior intensidade. [6/4/16][Info

3 comentários:

  1. Este também não assisti.

    Cornel Wilde protagonizou vários filmes nos anos cinquenta, mas sempre foi considerado um canastrão.

    Abraço

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    1. Gosto dele neste filme, não o achei ruim em 'Amar Foi Sua Ruína'. Estou curioso para ver um que ele dirigiu, chamado 'Naked Prey'.

      Cumps.

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  2. Gosto do filme e do gênero. Lewis dirigiu fitas memoráveis como "Deadly is the Female" ou "Gun Crazy", que é o meu predileto. Mas, de fato, os filmes desse período ganharam mais fama com Wilder, Kubrick. Welles, Hitchcock, Huston, Curtiz, Preminger e também fora de Hollywood. Obviamente que é incontestável o trabalho desses cineastas, mas nomes como Joseph H. Lewis também deveria ser mais venerado.

    Abraço.

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