terça-feira, 7 de junho de 2016

ALMA EM SUPLÍCIO (Michael Curtiz/1945)

Quem seria capaz de amar um demônio, senão a mãe dele?

Esta adaptação do livro de James M. Cain relata o calvário voluntariamente sofrido por uma mulher em prol da filha mimada. Recusando-se a desmoronar aos prantos em sofás, ou afogar as mágoas nos ombros de um homem, como era de praxe em filmes "femininos" do período, Mildred Pierce (Joan Crawford) toma as rédeas da própria vida, arregaçando as mangas para sustentar a si e à família, trabalhando mais do que o ex-marido de ego frágil e o namorado bon vivant.

Engana-se quem pensa estar diante de uma tese cinematográfica de progressismo social: os primeiros vinte minutos, sensacionais, são banhados em sombras noirescas e mistérios não resolvidos de um assassinato, até chegar ao ponto em que a estrutura em flashback começa a dar as cartas. A partir daí instala-se o melodrama, um pouco diluído pela repetitividade, tornado absorvente graças ao desempenho ao mesmo tempo aguerrido e vulnerável de Crawford. Um salve para a gerente de restaurante sarcástica de Eve Arden. [Info

4 comentários:

  1. Outro clássico que não assisti.

    Abraço

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  2. Difícil escolher qual é o meu predileto com a sensacional Joan Crawford. Mildred Pierce é um filme extraordinário e com temas que, mesmo para a sua época, foram perfeitamente discutidos. O mais curioso é que os clássicos ainda superam (e muito) filmes atuais que repetem os mesmos temas.

    Abraço

    Rodrigo

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    1. Vi apenas quatro filmes com Crawford, o melhor deles sendo 'Grande Hotel'.

      Cumps.

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    2. Interessante. Já escrevi um post sobre Grande Hotel. Tem um ótimo elenco, mas não chega a ser o meu filme predileto com a Crawford, Garbo, e de ninguém ali, rs. Hoje eu até gosto dele, mas não morro de amores.

      https://cinemarodrigo.blogspot.com.br/2012/06/m-g-m-grande-hotel.html#more

      Abraço.

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