domingo, 22 de maio de 2016

TERREMOTO (Mark Robson/1974)

Lançado no mesmo ano de Inferno na Torre, Terremoto segue a cartilha dos filmes-catástrofe da década de 70, consistente num mosaico que interconecta múltiplos personagens em meio a uma tragédia de proporções calamitosas. Portanto, compartilha de fragilidades típicas de produções análogas, sobretudo no que tange à qualidade anódina do vulgo “drama humano” a preencher boa parte da metragem. O espectador acaba torcendo para prédios ruírem em cima daquela gentinha desinteressante que o roteiro insiste em acompanhar, levando junto seus dilemas íntimos igualmente pífios. Os manda-chuvas do estúdio acharam que escalar estrelas do quilate de Charlton Heston e Ava Gardner bastaria para camuflar a trama digna de uma novela de segunda categoria. Terremoto sai em desvantagem nesse quesito se comparado ao elenco-firmamento de Aeroporto e Inferno na Torre, mas supera ambos na linha de chegada por manter uma narrativa desenvolta e cenas de destruição em larga escala que ainda impressionam. A estapafúrdia participação especial de Walter Matthau sugere estarmos diante de um entretenimento que não se leva a sério. [Info

Um comentário:

  1. Terremoto chamou a atenção na época tb por lançar o sistema de som Sunserround.

    Não está entre os meus favoritos do gênero. Ainda prefiro "Inferno na Torre" com seus exageros.

    Abraço

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