quinta-feira, 26 de maio de 2016

GILDA (Charles Vidor/1946)

Há filmes tão icônicos que é difícil comentá-los sem chover no molhado. O diferencial deste drama romântico frequentemente catalogado como noir é a carga erótica presente na relação de amor e ódio entre um homem e uma mulher de moralidade dúbia, raramente vista no cinema americano da época - além da participação de uma terceira figura na batalha dos sexos, fechando um triângulo amoroso perverso baseado em obsessão, interesse e um quê de masoquismo.

Com a vantagem do distanciamento temporal da estreia, o público de hoje, munido de novas sensibilidades no tocante à política de gêneros, poderá objetar ao tratamento dispensado à femme fatale do título; para tanto, seria preciso desconsiderar não só a temperatura da história e as sutilezas na caracterização dos personagens, mas também a nova percepção dos sentimentos por eles adquirida na conclusão.

Apesar das contribuições de Glenn Ford e George Macready no elenco, Gilda pertence a Rita Hayworth - provocativa, sedutora, perigosa, vulnerável. Uma das maiores figuras femininas das telas. [8/4/16][Info

2 comentários:

  1. Concordo, para analisar alguns filmes é necessário entender a época e o contexto da história.

    Gilda é um filme forte com uma personagem tão marcante que pelo resto da vida confundiu a atriz com a própria personagem.

    Abraço

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  2. Sábias palavras!
    Eu amo este filme! Rita, apaixonante <3

    Rodrigo
    http://cinemarodrigo.blogspot.com.br/

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