quinta-feira, 12 de maio de 2016

ESTAÇÃO POLAR ZEBRA (John Sturges/1968)

Cento e quarenta e oito minutos que parecem três horas. Lamentável os realizadores terem falecido há décadas; seria instrutivo conhecer a justificativa deles para a metragem faraônica, haja vista o fiapo de enredo que, em tese, deveria sustentá-la.

Uma missão secreta envolvendo espionagem, uma viagem marítima perigosa ao Polo Norte, uma traição, um confronto entre americanos e russos. The end. "Plácido" é o termo adequado ao desenrolar dos acontecimentos até a chegada do clímax igualmente dilatado. Sturges estava a anos-luz do dinamismo de Fugindo do Inferno.

O público tem como recompensa a oportunidade de apreciar o widescreen límpido de Daniel L. Fapp, absorver os detalhes cenográficos do submarino, fazer vistas grossas às toneladas de neve artificial, notar algumas trucagens visuais ainda convincentes, torcer o nariz para outras datadas e admirar Patrick McGoohan (o Rei Edward I de Coração Valente) no papel de um ardiloso espião inglês.

Uma freada na pretensão de obter o status de Evento Importante e uma dose extra de bom senso na sala de edição teriam transformado esta aventura num clássico. [Info][21/3/16] 

2 comentários:

  1. Realmente é um filme lento, com uma duração excessiva.

    Vários filmes de John Sturges tem longa duração, acredito que era o estilo do diretor, mesmo falhando algumas vezes, como neste caso.

    Abraço

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    1. É. Por exemplo, Fugindo do Inferno é mais longo ainda, mas nunca chato.

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