segunda-feira, 4 de abril de 2016

Reds. Warren Beatty, 1981. Relacionamentos de natureza romântica situados num momento histórico de revolução político-social formam o cerne desta monumental biografia de um casal de agitadores. Composto em sua maior parte de planos médios registrados por uma câmera estática, indo na contramão da cartilha usual do Cinema Grandioso, Reds é um perfeito exemplo do oxímoro "épico intimista", no qual o espetáculo assume um papel secundário face a emoções e pensamentos. A abordagem de Beatty destaca-se de expoentes do passado (David Lean) e do presente (Ridley Scott). O último exemplar desta linhagem em extinção foi O Paciente Inglês. Hollywood perdeu o interesse por coisas assim; astros raramente se permitem colocar o pescoço em risco e desenvolver projetos passionais do naipe de Reds

2 comentários:

  1. É um filme que está na minha lista para assistir faz anos.

    Abraço

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    1. Só tenha o cuidado de reservar três horas e meia do dia (ou da noite) pra assistir! É longuíssimo.

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