sábado, 2 de abril de 2016

Invasão à Casa Branca. Antoine Fuqua, 2013. Como os americanos têm estômago para produzir e consumir este tipo de entretenimento masoquista após o 11/9? É a pergunta que ecoa na cabeça enquanto rompantes de violência e destruição terroristas em Washington monopolizam a tela. Aviões aproximando-se perigosamente de prédios e atingindo monumentos, fogo aberto contra civis em frente à Casa Branca, explosões súbitas, reféns. Tragédias que fizeram manchete em noticiários e alteraram a geopolítica mundial nos últimos 15 anos são tratadas por Hollywood à maneira de uma fantasia cheia de testosterona da década de 80. A alienação e a insensibilidade à realidade incomodam quem for incapaz de se desligar do cotidiano durante a sessão, mas seria injusto deixar de reconhecer o controle de Fuqua no comando do gênero. Cineasta cuja especialidade é o ritmo e a intensidade - não a encenação ou caracterização psicológica -, ele entrega o que promete sem baixar a cabeça à sanitização piegas que tirou parte da graça do semelhante O Ataque, de Roland Emmerich. 

Um comentário:

  1. Eu também gostei. É um típico produto de Hollywood que diverte os fãs do cinema de ação. E concordo que é superior ao filme de Emmerich, que por seu lado exagera na pirotecnia e nos diálogos engraçadinhos, como é comum nos trabalhos do alemão.

    Quero assistir a sequência "Invasão a Londres".

    Abraço

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