sexta-feira, 25 de março de 2016

O Preço da Glória. William A. Wellman, 1949. Tataravô de O Resgate do Soldado Ryan, no sentido de ter sido pioneiro no modelo de enredo que retrata a camaradagem de homens no campo de batalha. O que hoje, de tão familiar, já virou convenção (a exemplo do derivativo Corações de Ferro), na época deve ter ajudado a plateia a se "aproximar" dos personagens: reminiscências de casa, suspiros por donzelas, coadjuvantes étnicos ou de alívio cômico, o recruta ingênuo que amadurece até se tornar cínico, a decisiva batalha de resistência etc. A fotografia oscarizada capta os cenários castigados pela neve e cobertos pela neblina incessante; o áudio, potente para uma produção de seis décadas atrás, enfatiza explosões de morteiros, tiros de metralhadoras e sobrevoos de aviões. Ou seja, Wellman legou uma aventura até certo ponto imersiva, porém difícil de levar a sério devido à ininterrupta torrente de piadinhas e gags que não estariam fora de lugar em algum episódio de Chaves - apesar de o roteirista Robert Pirosh, veterano da II Guerra, garantir ter se inspirado em suas experiências do serviço militar. 

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