domingo, 27 de março de 2016

Jogos Vorazes: A Esperança - O Final. Francis Lawrence, 2015. Este capítulo-desfecho ombreia Em Chamas na disputa pelo título de ponto alto da franquia. O elemento político adquire proeminência, revestindo-se de uma nova dimensão além da revolta contra o fascismo: problematizado no enredo está o principal dilema ético de um pós-guerra, a possibilidade de confundir vingança com justiça na hora de substituir um governo por outro. Em outras palavras, a tentação do oprimido triunfante de oprimir o opressor derrotado, valendo-se de métodos semelhantes. A atmosfera de O Final se define pela seriedade e o espectro da morte. Após a encheção de linguiça do longa anterior, as sequências de ação, embora espaçadas, causam impacto suficiente - os efeitos da Weta impressionam sem cair na ostentação distrativa. Baixas e traições mantêm aceso o interesse de quem não leu os livros, apesar de as aborrecidas conversas íntimas entre Katniss e Peeta, testando a lealdade e os sentimentos entre si, ainda arrefecerem o ímpeto narrativo. [15/3/16]   

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