quarta-feira, 9 de março de 2016

A Solidão de uma Corrida Sem Fim. Tony Richardson, 1962. Retrato da juventude inglesa de classe operária, cuja reação ao presente sufocante e ao horizonte limitado é a frustração e a revolta. Apesar de entrarem no caminho da progressão narrativa, os flashbacks ilustrando o cotidiano do protagonista antes da sua detenção cativam graças a momentos de humor e normalidade, além de cumprir a função de fornecer motivação e contexto à linha temporal presente. A rápida sucessão de imagens já vistas antes, reposicionadas no desfecho (o diretor não se acanha em fugir do academicismo formal), fornecem a chave para compreender a decisão do corredor. Explícita mensagem anticonsumista e anticonformista. Apesar de a beleza pictórica não estar no topo da lista de prioridades de Richardson, o preto-e-branco enche os olhos. [8/3/16] 

Um comentário: