segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

OS MENINOS DO BRASIL (Franklin J. Schaffner/1978)

Um Laurence Olivier visivelmente frágil e de sotaque carregado, a música suntuosa de Jerry Goldsmith, além de um batalhão de intérpretes ilustres em papéis secundários (James Mason, Bruno Ganz, Denholm Elliott, Rosemary Harris, Michael Gough) resumem os atrativos desta adaptação literária que não transmite bem a sensação de horror crescente de um plano diabólico em gestação, envolvendo clonagem humana e a possível volta do Terceiro Reich. O problema está na direção de Schaffner, que reinterpreta a fonte de Ira Levin por meio de uma abordagem neutra, desinteressada em acentuar as características de thriller conspiratório, ou mesmo ficção científica (ao menos na época do lançamento) de tonalidades apocalípticas, inerentes à premissa. Como o roteiro demora a pôr as engrenagens em movimento, trechos de apatia pontuam a narrativa. Num parêntesis de puro achismo pessoal, o retíssimo Gregory Peck e o melífluo Mason não convencem no papel de nazistas. [Info

2 comentários:

  1. Analisando hoje, o filme é curioso, pois ao mesmo tempo em que envelheceu como cinema, tem uma premissa extremamente atual sobre clonagem e manipulação genética.

    Sobre Mengele na América do Sul, eu gostei de "O Médico Alemão", um filme de Lucia Puenzo rodado na Patagônia.

    Abraço

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    1. Tenho muito interesse no tema. Sem dúvida irei procurar esse filme que você mencionou.

      Cumps.

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