terça-feira, 8 de dezembro de 2015

GUERRA E PAZ (King Vidor/1956)


Não dá pra acreditar em ninguém do (invejável) elenco interpretando russos e franceses. Não fossem as alusões a localidades e eventos nos diálogos ou  a arquitetura dos cenários, seria impossível adivinhar que se trata de um épico a respeito da e passado na Rússia. 

A encenação, excetuando-se as imponentes batalhas de campo - em sua maioria concentradas já na terceira hora de duração -, é estática e monótona: atores posicionados em meio a sets suntuosos declamando diálogos em inglês. Os 208 minutos pesariam menos se o veteraníssimo diretor Vidor tivesse evitado essa abordagem engessada do material, denso por natureza.

As flutuações nos interesses amorosos de Natasha (Audrey Hepburn) acontecem com uma rapidez tal que beira a arbitrariedade, dando à personagem ares não involuntários de leviandade, impactando inclusive a última cena.

Em poucas palavras, um lindo e majestoso elefante branco que, apesar da metragem torturante, parece insuficientemente longo e autêntico para fazer jus não só ao pathos das figuras humanas que o protagonizam, mas também à própria História. [Info

2 comentários:

  1. Ainda não tive paciência de encarar estas mais de três horas de duração.

    Abraço

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    1. Quando tiver, tome um energético forte antes de assistir!

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