sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

E.T. - O EXTRATERRESTRE (Steven Spielberg/1982)


O Spielberg de antigamente... Seus clássicos eram feitos de pura magia escapista. Visavam à emoção. Não eram nem um por cento menos valiosos por causa disso. Afinal, o anseio de fugir de vidas medíocres, o desejo de testemunhar um evento extraordinário, a necessidade de dar um basta à solidão, de sonhar com o fantástico e experienciar o impossível integra a existência interior de milhões de pessoas. 

É recorrente no vocabulário spielbergiano a imagem de faces humanas voltadas ao céu, boquiabertas ou de olhos arregalados, não raro iluminadas por uma fonte de luz vinda de fora do quadro, travando o olhar seja numa nave alienígena ascendendo aos céus ou num dinossauro monumental trazido de volta a este mundo. Trata-se da representação fisionômica do maravilhamento que, não por coincidência, costumava ser a especialidade do diretor, antes de investir a si mesmo no solene cargo de professor de História Americana. 

Partindo do texto cheio de sensibilidade de Melissa Mathison, E.T. permanece como a obra mais emblemática de carreira de Spielberg, populista sem deixar de ser pessoal, repleta de cenas icônicas, de fator humano crível apesar dos elementos de fantasia, música inesquecível e temas recorrentes - a infância melancólica, o cotidiano suburbano, o divórcio dos pais e a jornada empreendida no regresso ao lar. [Info

Um comentário: