domingo, 13 de dezembro de 2015

ELA (Spike Jonze/2013)

Filme doce-amargo, imensamente criativo tanto no modo de abordar o assunto quanto na forma de visualizá-lo em termos cinematográficos. Pessoas com dificuldade de relacionamento, incapazes de dividir a intimidade com terceiros, inseguras dos próprios sentimentos, se beneficiarão das válvulas de escape ilusórias proporcionadas pela tecnologia cada vez mais avançada? Ou estariam apenas enganando a si mesmas, ainda solitárias, ensimesmadas, sem encarar os desafios inerentes à interação humana? Até que ponto seria válida a afeição nutrida por um indivíduo a uma mera simulação virtual de inteligência e personalidade? Spike Jonze, partindo de um material original e não  herdado de Kaufman ou Sendak, deixou a imaginação livre para voar alto ao trabalhar essas questões, e o resultado merece cinco estrelas. [Info

Um comentário:

  1. Vejo a história como uma crítica a dificuldade que as pessoas tem em enfrentar os relacionamentos, muitas vezes substituindo o contato físico pelo virtual.

    É também um belo estudo sobre solidão.

    Abraço

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