sexta-feira, 13 de novembro de 2015

RED WHITE & BLUE (Simon Rumley/2010)


Vermelho, branco e azul. As cores da bandeira americana. O filme discorre, portanto, sobre os Estados Unidos. A mensagem não é nada bonita. O país - sua sociedade - se alicerça em sexo e violência. Ceifa a vida de inocentes por ações destrutivas norteadas por um distorcido senso de justiça. 

Trata-se de uma repaginada na abordagem de dois subgêneros queridos do espectador sedento de sangue, o da vingança e do torture porn. Deixa O Protetor e Jogos Mortais parecendo entretenimentos inócuos - talvez sejam, pois só almejam à diversão.

Em vez de analisar a estética, comentar as performances, descrever a estrutura narrativa, permita-me evocar sensações transmitidas por este adorável presentinho excretado pela cloaca de Simon Rumley: a de ser psicologicamente estuprado, ter um balde de fezes e vômitos derramado na cabeça, submetido a um show de horrores posando de alegoria seríssima, tentativamente prenhe de significados, que ao final despe-se de qualquer responsabilidade de desenvolvimento temático para apelar ao choque da crueldade gráfica. Gente grotesca cometendo atos grotescos contra gente grotesca com motivações, oh!, tão nobres. 

Rotulo-me liberal. Red White & Blue me fez querer brandir as tesouras de um censor. Isso é imperdoável. [Info

Um comentário:

  1. Não conhecia esta "sensivel" obra...rs

    Vou pesquisar sobre o filme.

    Abraço

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