domingo, 8 de novembro de 2015

LILITH (Robert Rossen/1964)

Para entrar no vulgo "espírito da coisa", é preciso relevar a improbabilidade de o hospital psiquiátrico permitir o acesso ilimitado do auxiliar novato (jovem e atraente) à paciente (jovem e atraente) que dá nome ao filme. Para opinar sem estragar a experiência de quem estiver lendo, é preciso ser vago ao mencionar os elementos que conferem individualidade à obra, bastando sugerir que o conteúdo sexual franco deve ter enrubescido o público do início dos anos 60, ainda acostumado com a sanitização a dominar a produção cinematográfica estadunidense. Rossen, distante da veemência notada nos dois longas que o alçaram à fama no final da década de 40, De Corpo e Alma e A Grande Ilusão, dá seguimento à melancolia do anterior Desafio À Corrupção. Pena que a relativa letargia do estilo narrativo blasé - refletida na atuação de Warren Beatty - não faça jus a uma história tematicamente ousada sobre insanidade. [Info

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