segunda-feira, 30 de novembro de 2015

CONTRACTED (Eric England/2013)


Para criar uma obra decente de horror, não basta escrever um roteiro com elementos grotescos e filmá-lo de qualquer jeito. É preciso fazê-lo com, no mínimo, um bocadinho de talento. Uma pitada de toque artístico, por assim dizer. 

Contracted dá ares de ter sido produzido por profissionais, mas um profissional, por si só, apenas executa. Entregar ao público algo que cause o efeito pretendido, cumpra funções como entreter e/ou comunicar ideias, demande consideração, enfim, não se revele um completo engodo, exige que o fator qualidade figure em algum ponto da equação. Descrever a ausência de impacto das cenas pretensamente fortes, enumerar os sucessivos rombos de lógica comportamental, mencionar a inexistência de atributos visuais marcantes, questionar a índole desagradável dos personagens, expressar rejeição ao desfecho anticlimático seria o equivalente a esgotar o filme. 

Seja na condição de metáfora para o vício em drogas, seja fazendo as vezes de um conto de precaução sobre os perigos do sexo desprotegido, Contracted se esvai na tela, ridículo em sua comédia involuntária, pensado e realizado por um zumbi, descoordenado, descerebrado. [Info

2 comentários: