quinta-feira, 8 de outubro de 2015

EXTERMÍNIO 2 (Juan Carlos Fresnadillo/2007)

O primeiro Extermínio ficou marcado por mostrar que, em tempos de crise quando a estrutura social está desabando, a fim de sobreviver, as pessoas podem ser tão cruéis quanto monstros enraivecidos. Esta continuação mantém essa perspectiva crítica da espécie: responsabiliza dois traços humanos questionáveis pela cadeia de eventos trágicos: a covardia (no personagem de Robert Carlyle) e a imprudência (Imogen Poots), além de mostrar a truculência militar contra inocentes na esperança de conter o avanço do vírus em Londres. Sem as câmeras digitais de baixa definição de Boyle - que davam um ar de crueza documental à fotografia -, de escopo maior e quantia considerável de efeitos especiais, Extermínio 2 dilui o suspense em prol da ação. Introduz alguns personagens detestáveis, o clichê do garotinho em apuros e a estranha figura de um infectado-mor, capaz de perseguir vítimas específicas. [Info

4 comentários:

  1. Assisti esperando uma bomba e tive uma boa surpresa.

    Mesmo não sendo tão bom quando o original, esta sequência tem uma interessante trama, um bom ritmo e cenas de ação bem filmadas, além da bastante sangue.

    Abraço

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    1. Minhas expectativas eram mais altas porque tinha lido algumas críticas bem positivas, mas, no fim das contas, acabei discordando delas.

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  2. Esse filme, para mim, se resume em duas sequências. A inicial da família na cabana que é espetacular e MUITO tensa e uma já no final em que a soldada vai entrando num túnel escuro vendo apenas pela mira infravermelha de sua arma.

    São cenas muito tensas, mas comparando ao primeiro filme realmente está alguns degraus abaixo

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