terça-feira, 1 de setembro de 2015

Wes Craven (1939-2015)

Os três primeiros filmes da série Pânico proporcionaram mais aventura e transgressão à minha adolescência do que a vida real, apropriando-se das convenções desgastadas dos teen slashers e voltando-as contra si mesmas, de maneira autorreferente, sem jamais perder a sensação de perigo. Craven pode não ter assinado o roteiro, mas o que seria da franquia se outro diretor tivesse falhado ao tentar balancear as piscadelas metalinguísticas, o senso de humor esperto e a tensão capaz de fazer qualquer um roer as unhas? É claro que Craven vinha marcando o gênero do horror desde os anos 70 em obras no mínimo tão seminais quanto, ainda mais benquistas pela crítica especializada, cultuadas até hoje por cinéfilos maduros. Pessoalmente, porém, é por guiar as agruras de Sidney Prescott que lhe devo estas palavras.  


Um comentário:

  1. A carreira de Craven é quase única considerando os últimos quarenta anos. Com exceção de "Música do Coração", todos os seus filmes foram terror ou suspense.

    É uma grande perda para o cinema.

    Abraço

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