quarta-feira, 2 de setembro de 2015

STARRY EYES (Kevin Kolsch & Dennis Widmyer/2014)

Vender a alma para o diabo em troca de fama? Um sem-número de obras já usou a premissa enquanto pano de fundo metafórico, seja na Literatura ou no Cinema. Indo na contramão da abordagem favorecida por intelectuais, Starry Eyes abandona o subtexto, preferindo refestelar-se no escancaradamente literal ao acompanhar a via-crúcis voluntária de uma desequilibrada garçonete de lanchonete em busca de um primeiro papel como atriz em Los Angeles, cidade dos sonhos de milhares de anônimos que comprometeriam a própria integridade para ver seu nome artístico estampado em pôsteres de salas exibidoras. A viciante trilha por sintetizador confere um ar retrô; a fotografia escura e crua reforça a sordidez do declínio em espiral da protagonista rumo à perdição/ao renascimento. O fator nojeira de transformações corporais bisonhas e a repentina violência extrema deixam picaretagens do naipe de Contracted no chinelo. [Info

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