terça-feira, 15 de setembro de 2015

PLAGUE (Nick Kozakis & Kostas Ouzas/2014)

Que fique claro o seguinte: não se trata de um terror a la Extermínio. Quem apertar o play na expectativa de ter a adrenalina estimulada com a mesma intensidade do longa de Danny Boyle ficará desapontado.

A história concerne o amor não correspondido de uma mulher por seu marido. Medo e sustos cedem lugar ao drama de reconhecer que o par romântico não está à altura dos sentimentos por ele nutridos, da confiança nele depositada. A ambientação rural australiana pós-apocalíptica serve como pano de fundo para propiciar a vinda à tona tanto do pior (no caso dele) quanto do melhor (no dela) nas pessoas.

Contém a amostra de covardia mais revoltante e embaraçosa que já vi - a cena, um plano aparentemente interminável, chega a embrulhar o estômago, propondo uma reflexão sobre a linha divisória entre o instinto de sobrevivência e o egoísmo. Estariam os realizadores - um bocado presunçosos, se for o caso - sugerindo que o espectador se comportaria de maneira idêntica em tal situação?

O desfecho catártico compensa o incômodo proposital de tudo o que veio antes. [Info

Um comentário:

  1. Mais um filme que não conhecia e que me deixou curioso.

    Abraço

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