segunda-feira, 10 de agosto de 2015

ÊXODO: DEUSES E REIS (Ridley Scott/2014)


Seguindo os moldes do iconoclasta Noé, deixa de lado a reverência religiosa que só agrada aos convertidos para focar-se na construção detalhista de um mundo e uma época remotos. O drama humano transcende a função de servir de metáfora para dogmas moralistas. Versado em épicos históricos, Scott emprega o know-how das engrenagens do gênero (outrora dominado por Cecil B. DeMille e David Lean) e o talento particular no estabelecimento de ambientações, entregando um espetáculo de guerra de proporções colossais. A ação brota do pano de fundo intimista de reconciliação com as próprias origens, no caso de Moisés, e dos seus esforços inspirados pelo divino em prol da liberação do povo hebreu escravizado. O ritmo desenvolto em nada lembra versões anteriores.

A primeira visita de Deus a Moisés no Monte Sinai é um primor da inventividade econômica, provando a recusa de Êxodo em regredir à solenidade óbvia. Merece figurar no rol de grandes epifanias do diretor, ao lado da inclemente descrição das pragas do Egito e da arriscada travessia do Mar Vermelho. [Info

2 comentários:

  1. É mais um filme que ainda pretendo conferir.

    Abraço

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    1. Particularmente eu não gostei, e muito por causa de algumas soluções cinematográficas encontradas para fugir do roteiro bíblico bem conhecido. Me pareceu um amontoado de outros filmes desconexos que já vi antes em uma só história. Bonito aos olhos, mas não me tocou o coração.

      abraço

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