segunda-feira, 13 de julho de 2015

INDEPENDENCE DAY (Roland Emmerich/1996)

A sacada de gênio de Emmerich e Dean Devlin foi lançar uma "adaptação" disfarçada, bastante livre, do livro de H.G. Wells. Saem de cena os tripés mecânicos que emergem das profundezas do solo, entram discos voadores oriundos do espaço sideral. No lugar de ETs vulneráveis à atmosfera do planeta, tem-se uma nave-mãe cujo sistema operacional não é imune a um simples vírus de computador terráqueo. Nove anos depois, quando Spielberg atualizou oficialmente Guerra dos Mundos para as telonas, o fator surpresa já havia sido amortecido por causa deste Independence Day, que pode não ter sido pioneiro na introdução dos elementos característicos do subgênero, mas decerto o elevou a patamares inéditos de entretenimento. A escala global da invasão, o gigantismo opressor das espaçonaves, o assustador design dois-em-um dos seres, o toque de comédia absurda e um punhado de personagens carismáticos tornam esta a melhor ficção científica do diretor, separando-a do ridículo que se avizinharia no futuro (10.000 a.C., Godzilla). [Info★★★

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