sexta-feira, 10 de julho de 2015

ATÉ O FIM (David Siegel & Scott McGehee/2001)

A primeira impressão, formada enquanto o filme ainda está prestes a atingir a metade da sua projeção, é negativa: personagens poderiam resolver problemas espinhosos simplesmente verbalizando a coisa necessária para a pessoa certa, mas preferem se afundar na lama ao manter o silêncio (artifício que Roger Ebert chamou de idiot plot). Essa insistência na mudez conveniente chega a frustrar, desgastando a credibilidade da dramaturgia e testando a paciência do espectador, até se tornar deliberada a ponto de formar o substrato temático pretendido pelos realizadores: a incomunicabilidade entre membros de uma família, a desconfiança do ente querido, o temor da reação de alguém com quem se divide o lar. Somada ao relato de disfunção doméstica, a inusitada história de um "cobrador" criminoso de coração gentil. [Info★★★

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