segunda-feira, 15 de junho de 2015

JURASSIC WORLD - O MUNDO DOS DINOSSAUROS (Colin Trevorrow/2015)


Sejamos cínicos, porém realistas: O Mundo dos Dinossauros existe para reaclimatar as plateias à bilionária franquia que hibernava há 14 anos. Sua eficácia depende da nostalgia sentimental engatilhada pelas dezenas de referências verbais, musicais e visuais ao original, um arrasa-quarteirões adorado e influente. Assume o papel tanto de uma continuação quanto de um reboot (os contornos da história são basicamente idênticos). Uma atualização, em vez de uma revolução. A necessidade de oferecer mais do mesmo - só que em doses maiores - para uma marca se manter relevante e render lucro não escapa aos roteiristas, que colocam essa mentalidade caça-níqueis mercantilista na boca de um coadjuvante. 

É uma máquina bem azeitada de adrenalina, suspense e, quem diria, risos. Busca o entretenimento, nada além disso, valendo-se da última palavra em tecnologia de efeitos visuais que US$150 milhões de orçamento têm a oferecer. Não que o show seja vazio, carente de toque humano: os personagens cativam graças ao elenco escolhido com inspiração (Chris Pratt cai como uma luva no papel de mocinho intrépido), a interação entre eles rende pequenos instantes de intimidade sem parecer forçados (a tensão sexual entre Pratt e Bryce Dallas Howard; a camaradagem entre os irmãos menores de idade) e, vale repetir, preciosas memorias vêm à tona, fornecendo base emocional aos eventos - em particular no clímax brutal, capaz de fazer marejar os olhos dos fãs saudosos de uma certa senhora de Jurassic Park

Resta a esperança de que, na inevitável sequência, os realizadores adotem a filosofia dos geneticistas responsáveis por tonificar os dinos deste parque e tragam novidades, fazendo evoluir a premissa pela primeira vez rumo a caminhos inéditos. [Info] ★★★

Um comentário:

  1. Ainda não assisti para comparar, como vc bem citou, com certeza o objetivo é lucrar com uma nova franquia.

    Não tenho nada contra as franquias, desde que sejam filmes de qualidade e no caso de reboot, que traga elementos novos.

    Abraço

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