quinta-feira, 18 de junho de 2015

HANNIBAL (Ridley Scott/2001)

Ao invés de tentar o impossível - repetir O Silêncio dos Inocentes -, Ridley Scott e sua equipe tomaram a decisão sensata de fazer uma continuação distinta em estilo e temperamento. Outros cineastas também foram felizes ao evitar reciclar a matéria-prima herdada, como Lucas/Kershner em O Império Contra-Ataca e Cameron em Aliens - O Resgate. Saem a fotografia lúgubre, o ritmo deliberado e o suspense concentrado do longa anterior, entram a edição enérgica, locações italianas esplendorosas e a carnificina explícita. Com Lecter à solta e Clarice Starling (que, interpretada por Julianne Moore, em nada lembra a versão de Jodie Foster) destinada a ter um reencontro fatídico com o doutor amante de feijões-fava e uma taça de Chianti, a trama formatada como perseguição de gato-e-rato favorece a ação. Curioso o contraste entre o extremo mau gosto dos assassinatos e a elegância cenográfica europeia e da música de Hans Zimmer. [Info] ★★★

2 comentários:

  1. O mau gosto dos assassinatos leva o filme quase ao gore. Da séries de filmes com o personagem, eu considero o mais fraco.

    O Silêncios dos Inocentes é sensacional, mas também sou fã de "Dragão Vermelho (Manhunt)" a versão cult de Michael Mann produzida nos anos oitenta, quando o personagem Hannibal (Brian Cox) era apenas um coadjuvante numa trama policial com pitadas de terror psicológico.

    Abraço

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    1. Também acho o filme de Mann ótimo, melhor que 'Hannibal' e a versão de Ratner (que acho boa).

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