domingo, 5 de abril de 2015

JESSABELLE - O PASSADO NUNCA MORRE (Kevin Greutert/2014)

Mesmo com alguns ângulos de câmera inspirados, sem exageros no uso da trilha musical, reservando espaço para a construção do suspense em vez de optar pela edição frenética, apesar da subtrama romântica convincente devido à química e ao trabalho digno de Sarah Snook e Mark Webber, Jessabelle simplesmente não intriga. O diretor é incapaz de inspirar pavor; a tensão frouxa, os sustos previsíveis, os coadjuvantes mal aproveitados e a atmosfera indiferente talvez devam se devam à infertilidade da trama desgastada, repleta de pontos obscuros (que poderiam estender a longevidade do mistério, mas só distraem) e estereótipos da cultura negra que soariam menos retrógrados há 30 anos. Para arrematar o festival de incompetência, o jeito como Snook declama a fala que arremata o clímax abrupto causa risos involuntários, abafados de imediato pelo gancho sugerindo uma continuação. [Info] ★★

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