segunda-feira, 30 de março de 2015

CAMINHOS DA FLORESTA (Rob Marshall/2014)


Em vez de um deleite sensorial, um suplício. Personagens e histórias se atropelam logo de cara, sem oportunidade para o público se aclimatar a cada um - proposital, pois o enredo mescla e até certo ponto satiriza diversos ícones de contos-de-fada que, em tese, dispensam apresentação. O que parece justificável no campo das ideias, no entanto, nem sempre funciona na prática. Resta a incômoda sensação de já ter pego a sessão pela metade quando ela começa. 

Marshall, que demonstrara tino invejável para coreografia e ritmo dinâmicos no fosseano Chicago, ficou à mercê de uma cadência morosa (graças à extensão das falas cantadas) e da onipresença dos efeitos especiais. Engessado e superproduzido, a despeito dos vislumbres de emoção genuína trazidos por Meryl Streep e Emily Blunt, Caminhos usa a perigosa floresta mencionada no título como metáfora para o palco da vida, onde se deve aventurar, ter cuidado e sofrer riscos a fim de amadurecer. Pena que, na condição de cinema, não siga os próprios ensinamentos. [Info] ★★

Um comentário:

  1. este diretor ainda não me convenceu... considero memórias de uma gueixa o menos pior dele.

    confesso que minha vontade de ver este é zero!

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