quarta-feira, 11 de março de 2015

A MULHER DE PRETO (James Watkins/2012)

Ironicamente, para um filme assombrado pelo fantasminha nada camarada de uma mãe vingativa trajada de preto, ele é bem morto. 

Explico-me: o diretor confunde o nada com suspense. Longos trechos em que não acontece coisa alguma (exceto Daniel Radcliffe fixando no rosto uma lamentável expressão de constipação) ocupam o espaço do que seriam momentos de incerteza e mistério em alguma obra melhor, a exemplo do também inglês O Despertar

Quando imagens grotescas e sustos baratos começam a despontar, bem depois de passado metade da metragem, o impacto é nulo porque faltou escalada para justificar esses clímaxes. A explicação por trás dos eventos sobrenaturais, a ambientação lúgubre e os personagens periféricos falham em monopolizar a atenção, mesmo diante de um protagonista apagado como Arthur Kipps (Radcliffe). 

Enfim, uma distração a que se assiste com impaciência. [Info] ★★

2 comentários:

  1. Não vi o filme para comentar.

    Sobre Radcliffe, vai ser complicado ele conseguir se desvencilhar da imagem de Harry Potter.

    Abraço.

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  2. Particularmente até gostei desse filme (justamente pelo ritmo lento das coisas e os planos longos e contemplativos), mas tenho que admitir: o filme está repleto de falhas, onde o desfecho é sem dúvida nenhuma a mais incômoda. Para piorar Radcliffe não ajuda nem um pouco.

    abraço

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