sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO (Bryan Singer/2014)

ghhyju

Façanha inédita num exemplar da linha principal da franquia (leia-se: excluindo as aventuras-solo de Wolverine): sequências mastodônticas de ação à base de CGI e diálogos expositivos simplistas trivializam a carga emocional latente na interação entre personagens, minando o impacto das decisões urgentes por eles tomadas. A prometida complexidade de viagens e paradoxos temporais, a intenção de transmitir uma mensagem de união pacifista entre humanos e mutantes acabam ofuscadas pelo impulso corrido da narrativa, já congestionada pela obrigação de acomodar cada centavo do orçamento na casa das duas centenas de milhões de dólares.

É claro que não se aborrece durante a sessão – Quicksilver rouba a cena em participação bem-humorada e cheia de atitude, o diminuto cientista Trask impõe ameaça à revelia de superpoderes, o elenco combinando intérpretes jovens e veteranos funciona maravilhosamente. Contudo, após pontos altos como X-Men 2 (pela priorização do drama e fator espetáculo dosado na medida certa) e Primeira Classe (pelo estilo renovador e gênese inspirada da caracterização de Magneto, Xavier e Mística), fica difícil esconder a decepção enquanto sobem os créditos. [Info] ★★★

Nenhum comentário:

Postar um comentário