quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

SOB O DOMÍNIO DO MEDO (Sam Peckinpah/1971)

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Peckinpah orquestra este thriller psicológico em dois planos simultâneos de investigação temática.

1º) Trata da postura defensiva e da desconfiança que afloram em moradores de comunidades fechadas na presença de forasteiros. Não menos importante, sugere até a que ponto chegaria um homem, passivo em circunstâncias normais, quando compelido a defender honra, lar, família.

2º) O diretor não almejou um relato generalizador de proporções grandiosas, visto que os dois terços de metragem anteriores à explosão de carnificina focam em rusgas e ressentimentos do casal (Dustin Hoffman e Susan George). Repete-se na esfera particular matrimonial aquele antagonismo entre conhecidos e estranhos, a noção de que inexiste completa empatia ou intimidade. Garras afiadas estão sempre prestes a arranhar.

Nesta revisão, compreendi que Peckinpah administra tópicos aptos a instigar debates proveitosos ao contrário de quando julgava Straw Dogs uma celebração reacionária de um código embrutecido de masculinidade. Entretanto, continuo desgostando da experiência de assistir ao filme. [Info] ★★

2 comentários:

  1. É um filme bruto, a cena do estupro é chocante e a explosão de violência típica dos trabalhos de Peckinpah.

    Peckinpah criou os tiroteios em câmera em lenta com as balas explodindo nos corpos das vítimas.

    Abraço

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