sábado, 17 de janeiro de 2015

TRANSCENDENCE – A REVOLUÇÃO (Wally Pfister/2014)

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O blockbuster dos sonhos de paranoicos antitecnologia.

[spoiler] O roteiro posiciona uma organização terrorista como salvadora da humanidade, atentando contra o trabalho e a vida dos desenvolvedores de máquinas capazes de devolver a visão a cegos de nascença e restaurar movimentos de paralíticos. O roteiro demonstra insegurança argumentativa ao abusar de falácias do espantalho para provar a tese retrógrada: as hiperbólicas consequências da criação de uma inteligência artificial inédita adentram o terreno da fantasia; já os métodos dos tecnofóbicos permanecem críveis – assassinatos, envenenamentos, sequestros, bombardeios justificariam a prevenção de um hipotético mal maior. Flagrante a ironia quando se percebe que eles obtêm informações utilizando aparatos eletrônicos e deflagram precocemente a exata crise que pretendiam impedir ao matar o protagonista. Resumindo: valeria a pena sermos catapultados de volta a uma era pré-eletricidade a fim de poupar um grupelho de histéricos da existência de uma sociedade conectada.

No quesito entretenimento, Transcendence frustra pela narrativa frouxa, tão sorumbática quanto a performance de Johnny Depp. No papel de proponente de ideias, merece um retumbante zero por se emaranhar no próprio conservadorismo passivo-agressivo de caça às bruxas. [Info] ★

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