sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

TRAINSPOTTING – SEM LIMITES (Danny Boyle/1996)

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Trainspotting causa mal-estar de início por parecer um programa ciente da sua vibe “descolada”, cheio de firulas estilísticas, sobre um tópico seríssimo (vício em drogas). Em questão de minutos Boyle deixa claro que, enquanto pisa fundo na edição hiperativa, no senso de humor irreverente e na câmera irrequieta, fará questão de mexer com nossas emoções, sem pudores de chocar quando necessário.

A espiral de degradação na qual se afundam os personagens não fica aquém dos horrores vistos em lançamentos futuros como Réquiem Para um Sonho. Os junkies de Boyle dialogam a respeito de escolhas. Dão-se conta de que a autonomia para fazê-las é limitada pela dependência química? São almas escravizadas cuja força de vontade está condicionada à busca da próxima dose. Sobrevivem mergulhados em vômito, fezes, cadáveres de bebês. Zumbis em estado lastimável de não-existência. [Info] ★★★★

Um comentário:

  1. Um retrato alucinante da vida de drogados.

    Todo o elenco está ótimo, mas o melhor papel é o de Robert Carlyle, por sinal, seu melhor trabalho no cinema até hoje.

    Abraço

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