sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

SOB A PELE (Jonathan Glazer/2014)

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Obra profundamente enigmática construída a partir de sons específicos, música dissonante, ritmo ponderado, imagens sinistras. Renova a típica premissa de alienígenas que andam à solta, incógnitos, na sociedade.

[spoiler] Expectativas derivadas do acúmulo de produções comerciais de teor semelhante subvertem-se à medida que o público percebe estar diante de um drama trágico em vez de uma FC espetacular. Sob a Pele traça os passos de uma criatura predatória impassível que começa a se tornar, hesitante, sensível a atributos, emoções e idiossincrasias humanas. A metamorfose interna do súcubo de outro mundo lembra uma página branca se preenchendo de cores aos poucos. O desfecho contrapõe o processo de auto(re)descobrimento da protagonista a uma condenação dos membros da espécie Homo sapiens que agem feito monstros piores do que qualquer fantasia.

Glazer, a cada novo título que lança, radicaliza seu estilo individualizado, favorecendo a abstração. [Info] ★★★★

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