sábado, 3 de janeiro de 2015

LUZ SILENCIOSA (Carlos Reygadas/2007)

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Releitura bastante particular de A Palavra, clássico dinamarquês de Dreyer. A Europa escandinava preto-e-branco de outrora é trocada pelo ensolarado México contemporâneo em cores, sem perdas na atmosfera austera, beirando a rarefação emocional. Luz parte à frente em radicalismo, rigor formal (interiores discretos, enquadramentos panorâmicos precisos, a maioria fixos) e narrativo (dilatação temporal de cenas, diálogos lacônicos). Demanda compenetração e paciência. Vale a pena: as imagens comunicam o misterioso, o intangível, o divino – e o desfecho estonteia. [Info] ★★★★

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