segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

GODZILLA (Gareth Edwards/2014)

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Distante anos-luz da tragicômica versão de Roland Emmerich – arruinada por personagens caricatos, atores apagados e piadinhas infames -, este reboot ganha pontos justamente pela decisão artística que lhe angariou detratores: valorizar a presença dos monstrengos retardando-lhes a entrada em cena, mantendo-os à vista durante intervalos esporádicos. Solução singela, porém eficaz, como provaram Spielberg (Tubarão) e Ridley Scott (Alien).

A economia com que o lagartão colossal dá o ar da graça ao lado dos nanicos humanos, mostrado em partes e à noite ao invés de corpo inteiro e à luz do dia, previne que o fator surpresa/ameaça se exaure logo. Supérfluo reclamar do dramalhão familiar genérico – o verdadeiro atrativo de uma produção batizada “Godzilla” é a destruição épica, os combates arrasadores, o deslumbramento juvenil perante criaturas capazes de reduzir quarteirões de uma metrópole a pó em segundos.

Aplausos à estonteante descida de pára-quedas ao som de György Ligeti (mesma faixa a acompanhar o Portal de Estrelas de 2001 – Uma Odisseia no Espaço) e à catastrófica eclosão do primeiro parasita radioativo, cuja tensão remonta ao ataque do Tiranossauro Rex em Jurassic Park. [Info] ★★★★★

2 comentários:

  1. Achei 'Godzilla' um grande filme. Lembrando clássicos do Spielberg e priorizando o suspense ás cenas de ação enlouquecedoras, esse filme marca um retorno triunfante do monstro.

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  2. Ainda não assisti, mas estou curioso.

    Abraço

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