segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

CARROS (John Lasseter/2006)

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Uma Terra habitada por automóveis. Veículos falantes, com dentes, língua, olhos. Uma visão estranha. Como criar empatia por um amontoado de metal de feições humanas? É preciso uma dose reforçada de “suspensão de descrença” para entrar no espírito da coisa.

O estranhamento perdura na primeira hora de metragem, sensação agravada pela estridência do filme: ruidoso, hiperativo, entremeado por músicas irritantes, flashes visuais bombásticos – e um protagonista imaturo, arrogante e egocêntrico.

Assim que Lightning McQueen chega a Radiator Springs, na lendária Rota 66, Carros reduz a marcha em ação e prioriza o desenvolvimento das “mensagens” almejadas pela história. Os moradores da cidadezinha esbanjam carisma. Previsivelmente, eles abrirão os olhos do materialista McQueen para o que importa na vida (amizade, amor, altruísmo), além de fama ou taças de ouro. Óbvio? Sim. Verdadeiro? Também.

O que parecia um erro de cálculo grotesco da Pixar acaba virando uma encantadora aventura sobre o reconhecimento do valor das coisas simples, porém essenciais à felicidade. [Info] ★★★★

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