terça-feira, 23 de dezembro de 2014

WALT NOS BASTIDORES DE MARY POPPINS (John Lee Hancock/2013)


De vez em quando, entretenimentos populares como Mary Poppins podem se originar não só da busca por dinheiro, mas também de questões particulares do autor, sua visão de mundo.

O clássico de 1964 brotou dos traumas do passado da escritora P.L. Travers, da determinação do produtor Walt Disney e da criatividade da equipe por ele arregimentada. A tempestuosa colaboração entre a mãe da versão literária e o pai da adaptação cinematográfica proporciona um choque de perspectivas sobre integridade artística e personalidade.

Os ingredientes para uma biografia tocante e elucidativa estavam presentes. Lamentável que a estrutura narrativa fora executada tão desastrosamente, minando o fòlego da história principal com flashbacks piegas em conteúdo, inorgânicos em contexto, anticlimáticos em efeito e intrusivos em frequência. Quem tolerar o método expositivo canhestro e o banho de sacarina preparado pelo diretor pode preparar os lenços. [Info] ★★

Um comentário:

  1. que coincidência. assistia a este filme faz uns três dias. gostei mais do que você, mas também não aprovei esses flashbacks. a atuação do hanks é ótima, no entanto.

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