quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

PLANETA VERMELHO (Anthony Hoffman/2000)


Irônico uma mercadoria travestida de filme, cuja trama envolve a tentativa de inseminar vida em Marte como resposta ao iminente colapso habitacional da Terra, ser tão… Morta.

Sem pulso narrativo, cenas elaboradas para suscitar tensão e adrenalina pouco diferem das zonas neutras em que nada relevante acontece. Resta ao público observar catatônico atores em flagrante estado de preguiça (Val Kilmer), às voltas com personagens antipáticos (Simon Baker, Benjamin Bratt), incumbidos de recitar diálogos ‘filosóficos’ vergonhosos (Terence Stamp) e se condoer pelo esforço inútil da única integrante empenhada do elenco, Carrie-Anne Moss, solitária numa nave espacial de arquitetura genérica.

Anthony Hoffman nada produziu antes, nem depois – tampouco o autor do argumento e corroteirista Chuck Pfarrer. Mera coincidência? Seria possível perdoá-los caso a ausência de matéria cinzenta fosse o único problema, contanto que oferecessem entretenimento empolgante. Mas não. Planeta Vermelho se resume a 1h45 de tédio. Solução: rever Missão: Marte, outro caça-níquel movido a efeitos especiais, porém capitaneado por um ás da direção. [Info] ★

3 comentários:

  1. Realmente este filme foi um desperdício total. Até mesmo o citado "Missão: Marte" está longe de ser um bom filme, mesmo tendo o grande Brian De Palma na direção.

    Abraço

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    Respostas
    1. Eu gosto do filme do De Palma, mas não digo que seja uma obra-prima. Espero que Ridley Scott tenha melhor sorte com 'Perdido em Marte' no ano que vem...

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  2. Entre esse e "Missão Marte", eu fico com o filme de Brian De Palma. Mas concordo: está looonge de sequer ser bom de verdade.

    abraço

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