sábado, 27 de dezembro de 2014

INSTINTO SECRETO (Bruce A. Evans/2007)

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O maior elogio que Instinto Secreto merece concerne sua natureza estranha: um thriller cruel, de premissa até ousada para ex-astros do quilate de Kevin Costner e Demi Moore, que geralmente hesitam em trabalhar para um nicho específico do mercado.

Embora as atividades psicopatas do protagonista forneçam certa apreensão, o suspense nunca é intenso o bastante. A construção de um momentum antes de cada morte recebe tratamento adequado pelo diretor, o qual, em contrapartida, abusa de cortes abruptos e intercala subtramas cujo efeito se resume a diluir a narrativa central quando está prestes a atingir o clímax.

Costner convence, em papel diferente dos que o alçaram à fama. Moore e William Hurt limitam-se a servir de coadjuvantes. Perceptíveis traços de humor negro; limitações do orçamento não prejudicam o aspecto visual.

E aquela chocante penúltima cena… Deveria servir de fecho para o insípido imbróglio que a antecedera. Por que cargas d’água não foram às últimas consequências? Que tinham a perder com outro pequenino atrevimento numa fita de perspectiva comercial limitada desde o início? [Info] ★★

Um comentário:

  1. Eu assisti pensando que seria bem pior e achei até interessante, principalmente os diálogos entre Costner e Hurt.

    O ponto fraco é a atuação de Demi Moore.

    Abraço

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