quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

ÍDOLO, AMANTE E HERÓI (Sam Wood/1942)


Este clássico biográfico indicado a 11 Oscars é movido a calor humano e espirituosidade. Evita transferir ao público a pretensão de obra Importante®, veículo de conteúdo Nobre®, que demanda Respeito®. Conforma-se em ser um entretenimento cuja ressonância inspiradora advém dos méritos da sua realização.

O roteiro privilegia as relações pessoais do biografado, Lou Gehrig (Gary Cooper). A interação com a mãe superprotetora e a esposa dedicada poderia resvalar no esquematismo; trabalhada por uma equipe atenta a pormenores de caracterização, convence.

[Spoiler] Igualmente salutar o desfecho que arremata o discurso de despedida do jogador no estádio, ciente da morte precoce iminente: revertendo desconfianças, no lugar de pornografia sentimental, uma simples caminhada rumo à entrada sombria do vestiário, solitário, cabeça baixa, sob a aclamação da torcida. [Info] ★★★★

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