quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

HERÓI (Yimou Zhang/2002)

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Arte da ação. Serão os chineses os únicos capazes de visualizá-la cinematograficamente?

Yimou orquestra imagens, cores, sons e músicas de modo a fundi-las com a essência do enredo. A beleza pictórica das lutas não é perfumaria, externando a filosofia do guerreiro. Estilo equivale a conteúdo – evidente no primeiro contato do público com os amantes Neve Voadora (Maggie Cheung) e Espada Quebrada (Tony Leung), num flashback sobre traição, corações partidos e luxúria à flor da pele, simbolizadas por meio da cenografia escarlate.

Outro fator a individualizar Herói: a índole dos personagens, capazes de abdicar da vingança pessoal, domar o ímpeto assassino e colocar as habilidades marciais em prol do bem comum (a unificação do território chinês, dividido em vários reinos), ainda que à custa de sacrifício. Revelam serenidade e consciência suficientes a ponto de compreender até as motivações de um tirano. A paixão entre Neve e Espada adquire uma gravidade trágica, ao contrário da pieguice derramada no triângulo amoroso da obra seguinte de Yimou, O Clã das Adagas Voadoras. [Info] ★★★★

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