sábado, 20 de dezembro de 2014

GRAVIDADE (Alfonso Cuarón/2013)


Cuarón nos impressiona com imagens computadorizadas de última geração, câmera graciosamente fluida, longos planos sem cortes aparentes e o tratamento realista dado à propagação do som no vácuo. A simplicidade da premissa possibilita a concentração da narrativa no básico, tornando significativa cada ameaça à vida da protagonista, evitando barrigas supérfluas como flashbacks ou eventos paralelos.

Caso fosse lastreado somente na tecnologia, Gravidade engrossaria a lista de arrasa-quarteirões megalomaníacos despejados no mercado por Hollywood todo ano. Cuarón não é um mero pau-mandado do estúdio viciado em parafernálias – quem conhece sua filmografia sabe que o elemento humano sempre teve prioridade.

O diferencial a separar este filme-catástrofe de efemeridades como 2012 e Armageddon atende pelo nome de Sandra Bullock. Embora o roteiro forneça um histórico anódino à Dra. Ryan, a atriz comunica as marcas deixadas por uma tragédia do passado, demonstrando invejável maleabilidade emocional e fisionômica.

Graças à estrela de Um Sonho Possível, a chamada do cartaz “Don’t let go” e imagens simbolizando renascimento/superação adquirem plena envergadura temática, tornando os minutos finais inspiradores. [Info] ★★★★

2 comentários:

  1. tá aí um filme que assistir em 3d realmente valeu a pena. fotografia e efeitos especiais sensacionais... assim como o a sandra bullock. eu não me lembro exatamente o que acontece nos minutos finais, mas o que eu não gostei foi o fato da personagem ter ficado presa naquelas plantas marinhas, achei um tanto exagerado... mas não atrapalha em nada no geral. grande filme.

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